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ABSTRACT:
O facto da actividade florícola diferir grandemente dos sistemas tradicionais de agricultura na região de TMAD (Trás-os-Montes e Alto Douro) contribuiu, de forma decisiva, para a realização do estudo que serve de base a este artigo pois, nesta perspectiva, a floricultura surge como uma actividade inovadora. Outro aspecto relevante é o facto da actividade se enquadrar perfeitamente nos objectivos da Política Agrícola Comum na medida em que a opção pela actividade permite fazer uso da diversificação e, dessa forma, tornar os agricultores menos dependentes das actividades ditas tradicionais.
Apesar da proliferação de estufas a que se assistiu durante a década de 90 do século passado, pouco foi feito para se estudar a situação da floricultura em TMAD. Grande parte da informação disponível provinha da observação directa por parte de consultores. Existia apenas um estudo, conduzido por Gerry e Koenhen (1997) que pretendia apurar o perfil dos agricultores envolvidos na expansão da actividade, bem como do investimento efectuado. Por isso, pareceu apropriado examinar a competitividade da floricultura transmontana na óptica dos floricultores.
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